Criação de peixe em tanque escavado fortalece a agricultura familiar

Criação de peixe em tanque escavado fortalece a agricultura familiar

O Estado ocupa o 13º lugar no ranking nacional de produção de peixes. O Tocantins está no topo dos estados cujas condições naturais favoráveis a criação de peixe viabilizam a produção em grande escala: clima, qualidade/quantidade de água, topografia plana e cultivo de espécies nativas como a caranha, tambaqui, pirarucu, pacu e surubim. Um dos sistemas que contribuem para impulsionar o setor no estado é a produção em tanque escavado.

“É o carro-chefe do Estado a produção em tanque escavado. São estruturas retangulares, com a profundidade determinada, entrada e saída de água controladas. Se constrói isso, coloca o peixe e num determinado período, que não passa de um ano, é tirado a safra”, explicou Alexandre Godinho, diretor de Aquicultura  e Pesca do Desenvolvimento Rural (Ruraltins).

Sebastião Henrique Naves, da Associação de Piscicultores de Guaraí, acredita que as políticas de incentivo aos agricultores familiares são fundamentais para alavancar a produção. “Sou iniciante, estamos engatinhando, e esperamos ter uma boa produção no futuro. O Estado é favorável, tem tudo para dar certo”, ponderou um dos dez produtores beneficiados com a implantação do sistema de produção em tanque rede no município.

Experiência

Quem já está consolidado no mercado é Kai Schwabather, que há 19 anos produz peixe em tanque escavado em uma propriedade no município de Porto Nacional. Hoje, todo o esforço de desbravar um setor que à época era desconhecido, é recompensado.  “Nunca tivemos uma produção tão estável como agora, foram altos e baixos. Hoje estamos muito bem”, comemorou.

Kai produz alevinos em grandes quantidades para venda a piscicultores ou mesmo àqueles que criam para o próprio consumo. Desde o início ele teve a assistência do Instituto de Ruraltins e recebeu conhecimento técnico descentralizado. Para ele, uma orientação que “foi importantíssima, tanto na parte da engorda como da reprodução”, concluiu.

Lidiane Moreira /ATN

Os comentários estão fechado